Obra reúne cartas enviadas a várias instituições do SNS e entidades políticas e governamentais, onde o autor clama por justiça, num processo que diz ser de “perseguição e negação de direitos fundamentais, como clínico no Hospital de Ovar”, ao longo dos últimos 25 anos.
Texto e foto: José Lopes
O auditório do Orfeão de Ovar foi o palco, no passado dia 17, da sessão de apresentação do livro “Eu, exclusão”: “Cartas na mesa”, da autoria de Valdemar Gomes. Trata-se, diz o autor, “não de uma obra literária, mas sim de um documento”, onde estão reunidas cartas enviadas a várias instituições do SNS e entidades políticas e governamentais, que, na generalidade, não receberam resposta, e nas quais Valdemar Gomes clama por justiça, num longo processo que diz ser de “perseguição e negação de direitos fundamentais”, enquanto clínico no Hospital de Ovar, ao longo dos últimos 25 anos.
O autor rodeou-se dos amigos Domingos Silva, presidente da Câmara Municipal de Ovar, Djalma Marques, professor catedrático, que apresentou o livro, Fernando Assunção, autor do prefácio, e Eurico de Oliveira, médico especialista reformado, e falou das suas memórias de uma vida de luta contra as injustiças de que defende ter sidos alvo ao longo do último quarto de século, e que o sujeitaram à exclusão total na sua carreira médica, defende, dizendo sentir-se “marginalizado e ostracizado”.
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